quarta-feira, 18 de março de 2015
segunda-feira, 16 de março de 2015
Condenado por tráfico pode iniciar pena em regime brando
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| Dr. Erivelton Lago concedeu entrevista ao Jornalista Onildo Sampaio |
O Advogado Erivelton Lago, especializado em Direito Penal e Tribunal do Júri Popular, em entrevista, disse que ainda é obrigatório que as pessoas condenadas por crimes de drogas iniciem o cumprimento da pena em regime fechado. Enfatizou o Dr. Erivelton que o tráfico de drgas é considerado pela lei como crime hediondo, daí que a cadeia tem de iniciar no regime fechado, apesar de os tribunais analisarem cada caso concreto.
A lei que determina obrigatoriedade do início do cumprimento da pena em regime fechado - segundo Erivelton Lago - é a Lei nº 8.072 de 25 de julho de 1990 (crimes hediondos). No artigo 2º, § 1º da referida lei - destacou - afirma que a prática de tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e o terrorismo terão penas cumpridas inicialmente em regime fechado.
Para o jornalista e sociólogo Onildo Sampaio, o consumo de drogas no país está a atingir níveis preocupantes, sobretudo porque se concentra essencialmente na juventude. Com ela, o banditismo e os assassinatos encontram escudos protetores, pelo que é urgente uma grande ação mobilizadora da sociedade.
O artigo 33 da Lei nº. 11,343/2006 diz que "caberá a pena de reclusão 5 (cinco) a 15 (quinze) anos para quem importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar ao consumo ou fornecer drogas ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar".
O Advogado Erivelton Lago disse que o traficante é considerado reincidente na venda de drogas quando após julgado e condenado, passa novamente a comercializar entorpecentes. Por isso - admite - é muito difícil o traficante parar de vender drogas. Como uma pessoa vai deixar de vender Crack, se tem sempre "alguém" para comprá-lo, que é usuário?! Para o Advogado Erielton "é notório que temos usuários de drogas em todas as classes sociais".
O Dr. Erivelton admite que o tráfico de entorpecentes é causador de aumento de homicídios e São Luís e em todos os estados do Brasil. O entrevistado explica que a falta de ocupação, de trabalho e prática esportiva, etc. influenciam para o tráfico de drogas. Como pode o traficante na família ter vergonha de comercializar o Crack, se vende para pessoa rica na sociedade? Se tem coprador - garante o Advogado - o traficante vai deixar de ser vendedor de drogas ilícitas? A pessoa que procura droga para consumo, geralmente vai atrás do traficante.
O Advogado Erivelton Lago disse que: "se o agente for primário, de bons antecedentes, e não se dedique de modo reiterado a atividade criminosa, o juiz, mesmo no tráfico, pode reduzir a pena de um a dois terços e o apenado pode iniciar a pena em um regime mais brando (menos gravoso) diferente do fechado".
O regime fechado é aquele pelo qual a execução da pena deverá ser cumprida em estabelecimento de segurança máxima ou média.
No regime semiaberto, o cumprimento da pena será em colônia agrícola (cadê em São Luís), industrial ou estabelecimento similar. O condenado fica sujeito a trabalho em comum durante o período diurno nestes locais.
No regime aberto, a execução da pena - disse Onildo Sampaio - será em casa de albergado ou estabelecimento adequado. Poderá o condenado - asseverou - não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a quatro anos, desde o início, cumprí-la neste regime.
O regime aberto baseia-se, segundo Onildo Sampaio, na auto disciplina e senso de responsabilidade do condenado, que deverá, fora do estabelecimento penal e sem vigilância, trabalhar, frequentar curso ou exercer outra atividade autorizada, permanecendo recolhido durante o período noturno e nos dias de folga.
Paula Thomás e o ator Guilherme de Pádua, da Rede globo de Televisão, em 28 de dezembro de 1992, assassinaram com 18 tesouradas, num matagal, do Rio de Janeiro, a atriz global Daniella Perez. O crime, na época, chocou o país e o mundo. Eles quitaram suas dívidas com a justiça carioca. O crime foi considerado homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e traição). Paula Thomás foi condenada a 18 anos de prisão e Guilherme de Pádua a 19 anos e 6 meses. Ambos cumpriram apenas 6 anos de cadeia. Ganharam a liberdade condicional. A pena dela terminou em 2010 e a dele em 2011.
Por Onildo Sampaio, Jornalista e Sociólogo, em Jornal O Debate, 15.mar.2015.
domingo, 15 de março de 2015
Juízes precisam sair da zona de conforto, diz Carmén Lúcia
A ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia defendeu a transformação do Judiciário que, segundo ela, precisa se reinventar para atender de forma adequada à população brasileira. Em discurso hoje (13), durante o encerramento da Campanha Justiça pela Paz em Casa, no Rio de Janeiro, ela defendeu mais criatividade e mudança de postura por parte dos juízes para diminuir o déficit que a Justiça tem com o cidadão.
“Precisamos transformar o Poder Judiciário, que está muito aquém do que o cidadão brasileiro nos exige. Porque o mundo se transformou, o Brasil se transformou. Cabe a nós sairmos da zona de conforto e da mesmice e também nos transformarmos. E uma das providências é a que foi adotada em grande parte do Brasil com a Justiça Itinerante, irmos onde o cidadão está”, disse a ministra, ao ressaltar que muitas mulheres não denunciam a violência porque não têm nem condições financeiras de pagar o transporte para ir até uma delegacia de polícia ou órgão de apoio.
A magistrada destacou mais de uma vez que a solução dos problemas do Poder Judiciário não está em uma reforma, mas na mudança de postura por parte dos juízes. A campanha desta semana, segundo ela, é um exemplo dessa mudança, em que mutirões de juízes deram celeridade ao andamento de processos de violência contra a mulher. “Demos um recado à sociedade de que não somos autistas que não sabemos o que se passa. Sabemos sim, até porque a violência está na porta de todos nós.”
Cármen Lúcia disse ainda que a demora nos processos é o mal mais urgente a ser enfrentado pela magistratura brasileira. “A morosidade só existe porque tem gente ganhando com ela. A Justiça que tarda, falha. Quando se mata uma mulher dentro de casa e um filho de 7 anos vê este assassinato, um júri que acontece 12 anos depois não faz justiça. Cumpre-se a lei, mas não se faz justiça”, comparou. “Esta Justiça talvez servisse ao século 18. É preciso que deixemos de ser uma Justiça meramente aplicadora da lei para nos tornarmos uma Justiça restaurativa da paz na sociedade.”
Para a ministra do STF, a campanha Justiça pela Paz em Casa, que terminou nesta sexta-feira, é um ensaio para experimentar novas formas de juízes de todos os estados atuarem em conjunto. “A federação chegou para o Executivo e o Legislativo, mas não chegou para o Judiciário. É preciso que os tribunais de Justiça assumam que são órgãos de cúpula de um ente federado. Esta, talvez, será a maior transformação do Judiciário brasileiro. Temos que pensar o Judiciário com a comunidade jurídica como um todo, agir juntos para dar respostas ao Brasil. Somos servidores públicos e não fazemos mais do que nossa obrigação de darmos essas respostas.”
Portal EBC
segunda-feira, 9 de março de 2015
Advogado está proibido de protestar há dois anos
Ricardo Fraga está impedido pela Justiça de manifestar-se perto de uma construção e mencioná-la no Facebook ou em qualquer outro site
Por determinação judicial, Ricardo Fraga não pode ficar
a menos de um quilômetro do local da construção
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O advogado Ricardo Fraga não pode pendurar um cartaz ou falar em um megafone a menos de um quilômetro de um prédio em construção na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Fraga também está proibido de escrever sobre a Construtora Mofarrej no Facebook ou em qualquer outro site. Se escrever sobre o assunto, será multado em 10 mil reais.
Há dois anos, Fraga não pode se manifestar plenamente sobre as três torres de 27 andares que sobem em uma das últimas áreas verdes da região. A primeira decisão, a pedido da construtora, foi tomada por um juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo em 6 de março de 2013. Desde então, a proibição está mantida.
A disputa começou quando Fraga colocou uma escada em frente ao muro da construção. Dali, os moradores podiam ver as fundações do prédio que começava a ser construído. “Não fiz aquilo para barrar obra nenhuma. Queria fazer uma reflexão sobre a cidade e as consequências da verticalização nela”, lembra Fraga.
Durante quase dois anos, moradores da região revezaram-se em frente à construção. Aqueles que subiam na escada eram convidados a desenhar seu próprio ideal de cidade. Os papéis eram então pendurados em um “varal de desejos”. Com a atenção que ganhou na região, o movimento foi batizado como “O outro lado do muro”, fez uma página no Facebook e conseguiu um abaixo-assinado contra a obra, com mais de 5 mil assinaturas.
Alguns moradores mais antigos, ao subir na escada, lembraram a existência no local de um córrego, e esta área aparecia molhada mesmo em dias sem chuva. A partir de então, a campanha começou a argumentar que o prédio descumpria a legislação ambiental, já que estava sendo feita sobre o Rio Boa Vista, já canalizado. A defesa da construtora alegava a inexistência do rio.
Graças à mobilização, o alvará da obra foi suspenso duas vezes e o Ministério Público abriu um inquérito para investigar possíveis irregularidades. Pela regra do Código Florestal, haveria um limite de 30 metros para construir no entorno das águas. Pelo código de obras da cidade, seriam somente dois metros de cada lado.
Mas a mobilização teve fim em março de 2013, quando a construtora entrou com uma petição exigindo que Fraga parasse de “praticar qualquer ato que cause embaraço ao desenvolvimento e à comercialização das unidades do empreendimento”. A petição também solicitava ao juiz que determinasse que ele encerrasse o grupo “O outro lado do muro” e “não criasse qualquer novo sítio, blog, página, etc. com essa mesma finalidade”. O advogado argumentava na peça que “a conduta do réu em muito se distancia do altruísmo, sendo impulsionada por razões inconfessáveis e por suas pretensões políticas”.
O juiz concedeu uma liminar, em menos de 24 horas, acatando a petição da construtora. “Antes de conceder a liminar, o juiz poderia ao menos ter me ouvido”, diz Fraga. “Em qualquer lugar do mundo, isso (o pedido da construtora) seria motivo de chacota, um motivo de absurdo. A forma como a petição foi montada, as calúnias que ela tinha.”
Fraga também disse que não conseguiu dialogar com a construtora antes disso. “Eu entrava em contato, falava com os corretores, mas eles nunca deram retorno. A proprietária do imóvel sempre prometeu que escutaria a comunidade, mas isso nunca foi feito. A gente tentava dialogar, mas nunca me receberam”, diz o ativista.
Em 15 de maio, o Tribunal de Justiça decidiu manter a decisão. A única mudança foi a restrição física imposta contra Ricardo: de um quilômetro, diminuiu para um quarteirão. Quase um ano e meio depois, em setembro de 2014, o juiz de primeira instância deu sua decisão final. A restrição voltou a ser de um quilômetro.
A condenação de Fraga, diz a advogada Camila Marques da ONG Artigo 19, é inédita no Brasil. “Existem muitos precedentes no que diz respeito à censura no âmbito digital, à retirada de conteúdo. Mas o caso dele se diferencia porque é censura de protestos online", explica. A ONG ajuda a organizar um protesto que deve acontecer para lembrar os dois anos do caso na tarde da sexta-feira 5.
Liberdade de expressão
Apesar de Ricardo estar impedido de protestar, os advogados da empresa e os juízes repetem em suas peças que esta não se trata de uma questão de liberdade de expressão. “O direito de expressão do réu encontra limites no direito de propriedade e livre iniciativa da autora (a construtora)”, escreveram na petição os advogados Marcelo Terra e Danilo Magnane Santis.
Por e-mail, o atual advogado da empresa, Daniel Gustavo Magnane Sanfins, disse que "o Poder Judiciário reconheceu o manifesto abuso de direito com que se portava o senhor Ricardo Fraga Oliveira, que muito ultrapassou o direito de livre manifestação, afrontando o direito de terceiros e causando graves prejuízos à Mofarrej”. Segundo o advogado, a empresa ergueu “empreendimento absolutamente regular e que conta com todas as licenças e autorizações do Poder Público”.
Já o juiz Adilson Aparecido Rodrigues Cruz escreveu na sua decisão que “a questão dos autos não é sobre a liberdade do indevassável pensamento, pluriforme e íntimo, mas da viabilidade do exercício desse direito”.
Camila Marques diz que “o juiz deveria balancear esses dois direitos e ver se de fato a liberdade de expressão estaria impedindo o empreendimento”. Segundo ela, isso não acontecia no caso e não haveria razão para impedir a manifestação do advogado. “Ele tinha um objetivo muito maior que causar um dano, que era discutir uma questão do espaço urbano”, diz a advogada da organização que acompanha o caso.
Fraga agora aguarda o julgamento dos recursos. Primeiro, no Tribunal de Justiça e, depois, em uma corte superior. Para Camila, este é um caso que deve ajuda a mostrar a postura do País em relação à liberdade de expressão. “A questão de censura digital vem ganhando força. O Brasil tem papel-chave, na medida em que aprovou o Marco Civil, mas ao mesmo tempo a gente tem uma contradição interna como esta.”
Nos anos de espera, Fraga expandiu suas atividades de militante. Ele se candidatou ao conselho da Vila Mariana, em dezembro de 2013, quando foi o candidato mais bem colocado da região, com 268 votos. Porém, como o conselho é somente consultivo, ele não tem poder de impor ações ou novas políticas à prefeitura.
Apesar das derrotas na Justiça, Fraga já vê consequências positivas do movimento. “Logo depois surgiram novos movimentos, surgiu uma rede de novos parques em São Paulo, e estive bem ativo nesta questão do parque Augusta”, comenta o advogado, referindo-se ao movimento que pedia a criação de um parque no Centro da capital paulista. “Hoje, vendo retrospectivamente, acredito que o movimento serviu como reflexão. Em decorrência do movimento, da perplexidade com a violência que a empresa atuou, acho que o caso também teve boas consequências.”
Fonte: Carta Capital
OAB e seus apoiadores
Estive no Fórum do Calhau na última quinta-feira pela manhã. Eu tinha agendado duas audiência, uma na sétima vara de família às 09h45min e uma outra na décima segunda (eu acho) vara cível ao meio dia em ponto.
Terminei a primeira audiência já por volta das onze e meia, e me dirigi para a décima segunda vara. Ali chegando vi que ainda restavam alguns minutos para o pregão. Então me sentei e fiquei aguardando o momento de adentrar na sala. Minha cliente não chegou, e por ser uma audiência preliminar, apenas para a fixação de pontos, acabou que não seria necessária a presença dela.
Mas o mais interessante foi o 'antes' da audiência. Digo isso por que fiquei ali sentado ao lado da Advogada da outra parte, a qual se fazia acompanhar de sua preposta.
Inevitavelmente acabei por ouvir o diálogo que as duas moças travavam. Entre uma bobagem e outra, acabei ouvindo uma pérola dessa moça, que me deixou até na dúvida se era mesmo uma ADVOGADA, mas tudo bem.
A moça reclamava com a sua preposta de que ainda não havia efetuado o pagamento de sua anuidade da OAB. Disse ainda que a anuidade estava muito cara, e seguiu reclamando. Quando ao final lançou a seguinte pérola... Além de que menina, que a única coisa que a OAB faz de bom mesmo são as festas.
Olha gente, eu fiquei estático, sem reação alguma! Fiquei até na dúvida se era realmente aquilo que eu tinha acabado de ouvir.
Quem me conhece sabe o que penso. Tenho que é exatamente o contrário do que essa moça pensa. Esses festejos que a OAB promove representam exatamente tudo aquilo que órgão não deveria fazer, salvo se o seu dever estivesse sendo cumprido à risca. Mas não, os fóruns encontram-se por ai com salas precárias (Salas da OAB), os juizados, todos, não possuem um computador sequer, um scanner sequer, sem internet, tonner, nada!!!! Falo isso com propriedade, pois ando por todo esse Maranhão e conheço a realidade de quase todos os fóruns do Estado.
Não vamos longe para exemplificar o que acabo de falar. Sexta feira foi no fórum de Raposa. Precisei fazer uma simples petição. Há naquele fórum uma sala disponibilizada para a OAB, com ar condicionado, que não funciona, com um computador funcionando sem internet, há uma impressora que não imprime, enfim. Pois fiz minha petição e tive que me dirigir para a Secretaria mendigar a uma servidora que fizesse a impressão da peça, assim resolvi meu problema.
E essa é a realidade das salas da OAB, excetuando-se as de maior visibilidade é claro, a do fórum Calhau e a das Varas Trabalhistas. As outras, poucas existentes, são precárias.
E essas não são as únicas ações em que a OAB tem falhado.
Partindo dessa condição de penúria, não posso aceitar com naturalidade que a OAB deixe de olhar para a nossa profissão, para simplesmente promover festas/festejos/bailes/cafés/campeonatos de futebol/ e etc.
Entendo sim, que se o Advogado tivesse todo o Suporte da OAB para o desenvolvimento de seu trabalho, naturalmente o órgão estaria autorizado a fazer festas e mais festas, um baile atrás do outro. Mas do jeito que está!! Em analogia, é como se o cidadão tivesse sua casa caindo ao pedaços, os filhos dormindo em quartos insalubres, se alimentando mal, estudando em péssimas escolas, e o pai vai lá e dá uma festa a cada mês, viagem atrás de viagem. Uma total inconsequência.
E pra piorar tudo, me vem uma adevogada (sic) dessas dizer que a única coisa que a OAB faz de bom mesmo são as festas. Como definir isso?? Patético?? Ridículo?? Confesso que nem eu sei!!!
Enfim, é isso.
terça-feira, 3 de março de 2015
Travestis buscam melhorar vida em programa de formação
| Kelly Moline, 32, participante do Programa Transcidadania, da Prefeitura de Sao Paulo |
"Quero ser advogada, a lôca!", diz, sorridente, Paula Costa, 36, travesti que voltou à escola no equivalente à quinta série no início do ano. Quando completar o ensino superior, seu objetivo é defender a causa de sua "classe".
Ela é uma das cem travestis e transexuais incluídas no programa Transcidadania, da Prefeitura de São Paulo, que concede bolsas mensais de R$ 820,40 para qualificar as participantes e inseri-las no mercado formal de trabalho.
O Transcidadania pretende acolher pessoas vulneráveis. A maioria das beneficiárias é ou foi prostituta. Relatam ter sofrido discriminação na escola, o que as levou a abandonar os estudos. Reclamam das dificuldades para conseguir outra ocupação.
Na sala de aula, elas esbanjam sorrisos, expressões despudoradas e boa vontade.
Mas há casos mais complicados. Há portadoras de HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis e viciadas em drogas e álcool. Durante a aula, uma aluna se insinuou para o professor e foi levada ao hospital. Percebeu-se que estava com problema de saúde.
"Em quase um mês, a gente esperava muitos mais casos como esse", afirma a coordenadora, Symmy Larrat. "É uma puta vitória, para brincar com as palavras."
Um dos critérios para inclusão é que a beneficiária não tenha tido trabalho formal por mais de três meses nos últimos três anos. O objetivo é que, até 2016, as alunas concluam o ensino médio, façam cursos profissionalizantes e de cidadania e estágio.
SALA DE AULA
Na sala do centro municipal de educação de jovens e adultos no Cambuci, na segunda-feira (23), Paula Costa explica a origem de sua aspiração profissional. "Os italianos sempre falavam que, de tanto eu interrogar, deveria me tornar advogada."
Os "italianos" eram os clientes no período em que viveu clandestinamente em Milão, até ser deportada. Hoje, Paula diz viver em um hotel cujo pernoite paga com os programas da véspera. São até três por noite, que rendem de R$ 30 a R$ 50 cada um. Para estudar, sacrifica o sono.
O esforço é um investimento no futuro –a clientela está diminuindo, e as beneficiárias temem chegar aos 50 anos "rodando a bolsinha", como definem a atividade.
Amiga de Paula dos tempos de Itália, Joyce Mendes, 41, assiste à aula de português na sala em frente. Ao se deparar com um texto sobre "a abelha-mestra e suas 200 abelhinhas", inquieta-se. "Professora, não tem nenhum machinho?", pergunta. "As abelhas são feministas..."
Com vestido tomara que caia de decote generoso, sandálias de salto alto, unhas vermelhas com purpurina prateada e um leque cor-de-rosa, ela chama a atenção de um aluno na carteira ao lado.
Agora confortável na sala, a travesti afirma ter sofrido na escola. "Na minha época, não era bullying. Era zoação mesmo", lembra.
A trajetória da coordenadora do Transcidadania, Symmy Larrat, 36, é uma inspiração para as beneficiárias.
Natural de Belém, formada em publicidade, precisou sair de casa ao se tornar travesti, aos 30. Antes, atuara até como repórter policial no interior do Pará. Mas, depois da mudança, não conseguiu emprego e precisou se prostituir. Começou a militar, filiou-se ao PT e ocupou cargos até chegar ao Transcidadania.
"Só a gente sabe como é sofrido ouvir os piores desaforos e ter de se submeter a fetiches que prefiro não comentar", diz, sem abandonar o sorriso.
Portal Folha de S. Paulo
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Juiz usa Porsche de Eike Batista apreendido em processo
Porsche de Eike é usado por juiz de processo, diz advogado de empresário
O Porsche Cayenne, branco, placa DBB-0002, apreendido pela Polícia Federal, em janeiro, na casa de Eike Batista, está sendo usado pelo juiz Flávio Roberto de Souza, titular da 3ª Vara Federal Criminal e responsável pelo processo contra o empresário. A informação é do advogado Sérgio Bermudes, que defende Eike Batista na Justiça.
"O juiz não pode usar um bem apreendido. O bem apreendido não fica em poder do juiz, mas em poder da Justiça", disse Bermudes, que fez críticas contundentes ao juiz.
"Num ato de insanidade, ele afrontou a lei. Levou o Porsche para sua própria casa", disse Bermudes. Segundo o advogado, o Porsche foi estacionado na garagem de um dos prédios do Condomínio Parque das Rosas, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade.
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| Segundo o advogado Sérgio Bermudes, o carro branco da foto é o Porsche de Eike Batista, estacionado na garagem do prédio onde mora o juiz Flavio Roberto de Souza |
Bermudes disse à Folha que vai encaminhar uma representação contra o juiz ao Conselho Nacional de Justiça. Afirmou ainda que Eike Batista "vai propor uma ação de danos morais contra a pessoa física do magistrado".
No Tribunal Regional Federal do Rio há um pedido do advogado que solicita o cancelamento do leilão marcado para quinta-feira (26) e a devolução dos bens apreendidos na casa do empresário.
Ainda no TRF há um pedido de afastamento do juiz do processo. A defesa do empresário afirma que há parcialidade do juiz Flávio Roberto de Souza no caso. Dois desembargadores do TRF já decidiram pelo afastamento do magistrado. O terceiro desembargador pediu vistas e analisa o caso.
OUTRO LADO
O juiz Flávio Roberto de Souza confirmou que estava com o Porsche de Eike Batista e justificou a razão de ter guardado o veículo na garagem do prédio onde mora, na Barra da Tijuca.
"A PF (Polícia Federal) não tinha depósito seguro e lá ficaria exposto ao sol, chuva e possíveis danos. Como eu queria o carro em bom estado de conservação, levei para uma vaga coberta (no prédio onde mora). Não levei para usar, só para ficar guardado", disse o juiz.
O magistrado acrescentou que enviou ofício ao Detran para informar que estaria transferindo o veículo para um outro local.
"É uma situação normal. O carro ficou guardado em local seguro, longe de ser suscetível a qualquer dano", disse o juiz.
Segundo Souza, o carro ficou na garagem de seu prédio "por ser um local de absoluta confiança" e monitorado por câmeras.
Ele criticou Sérgio Bermudes, advogado de Eike, que divulgou as fotos do Porsche fora do estacionamento da Justiça Federal.
"A defesa (de Eike) não tem argumentos técnicos e faz jogo sujo, de paparazzi, sem legitimidade", afirmou Souza.
Nota deste Blog: Não duvido nadinha de que esse Magistrado tenha realmente levado o Porsche para sua residência já com segundas intenções.
Informações da Folha de S. Paulo
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
The New York Times: México, a destruição pelas drogas!
México reclama ao ser taxado de exemplo de destruição pelas drogas
O México
disse que irá enviar uma nota ao Vaticano reclamando pelo fato do Papa
Francisco ter alertado os Argentinos sobre o risco da Argentina se transformar em um “México”
devido à disseminação do tráfico de drogas.
O Ministro
do Exterior Jose Antonio Meade disse que o Governo tem se preocupado com o
estigma de país das drogas visto em email atribuído à Francisco e publicado na
Argentina nesse último final de semana.
“Nós nos
encontramos com um enviado do Papa, e enviamos a nota, vez que nossa
preocupação é o enfrentamento do trafico de drogas, o que é um desafio de
todos. Isso é um desafio que o México tomou para sí e assumiu a responsabilidade
de forma dura e empenhada,” disse Meade ao Diário México City.
Publicado pelo
partido de direita Argentino La Alameda, o email atribuído ao Papa faz visível
referência ao risco do estilo violento do narcotráfico Mexicano chegar à
Argentina.
Nós estamos
esperançosos de que conseguiremos evitar a Mexicanização. Conversei com um
Bispo Mexicano e essa situação é terrível,” citação que o Pontífice lançou na
mensagem enviada a Gustavo Vera, um dos líderes do La Alameda.
A porta-voz
da Igreja Católica no México disse que dificilmente o comentário tenha sido
feito pelo Papa. Um oficial do Ministério do Exterior Mexicano disse acreditar
que um enviado do Papa confirme ser dele a afirmação.
Vera disse
que o alerta do Papa pode ter sido erro de interpretação ou mesmo estar ele
falando sobre crimes.
“Na carta
usa-se expressões simples bem antigas para se referir ao tráfico de drogas e
foi entendido o de pior,” disse Vera à Rádio Argentina.
Desde 2007
mais de 100.000 pessoas já morreram em decorrência da atuação dos Cartéis das
Drogas no México. Em setembro de 2014 houve o sequestro e chacina de 43
estudantes Mexicanos pela polícia em uma aliança com o narcotráfico em um
difícil caso para o governo.
Políticos Mexicanos têm discutido o problema que
é de responsabilidade comum do México com os Estados Unidos, este um forte
mercado consumidor para as Drogas Mexicanas.
Fonte: The New York Times
Girls Just Want To Have Fun
Especialmente para minhas amadas leitoras...tenham uma linda semana de trabalho!!!
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Bomba! Em 3 meses Viana recebeu mais de R$ 15 milhões
Pasmem, senhores!!!
É isso mesmo que vocês acabaram de ler. Somente nos meses de Dezembro/2014, Janeiro/2015 e Fevereiro/2015 a cidade de Viana recebeu a bagatela de R$ 15 milhões, pra ser mais exato, foram R$ 15.241.782,48 (quinze milhões duzentos e quarenta e um mil setecentos e oitenta e dois reais e quarenta e oito centavos).
Esses repasses foram só de FPM e FUNDEB, não constam aí os repasses do SUS.
É uma boa grana, não!
Se estivesse tudo às mil maravilhas penso que seria tudo normal, e essa grana toda não chamaria tanta atenção assim, mas como se trata de Viana, acabo por ficar pasmado.
Não precisamos ir longe, basta botar a cara fora que logo você percebe o estado em que se encontra a cidade, a tirar pelas ruas que mais se parecem com uma cidade em Gerra Civil, tamanho são os buracos e os esgotos e céu aberto.
O que dirá na zona rural, o estado de miséria que assola a população daqueles povoados.
Assim, só me restam os lamentos.
Veja abaixo as telas do Portal da Transparência que atestam os repasses.
Major Ferreira bota pra ferver e apreende 13kg de Crack
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| Foto Ilustrativa |
De Segurança Pública a cidade de Viana não tem do que reclamar. Com Major Ferreira comandando a 13ª. C.I. a bandidagem vai ter mesmo é que procurar outra freguesia.
E ontem (19) mais uma vez foi o dia do Major e sua equipe. Apreenderam dois traficantes com a quantia de 13KG de Crack.
Em entrevista na manhã de hoje concedida para Domingos Ribeiro da Mirante AM, o Major Ferreira esclareceu como se deu toda essa operação.
Em entrevista na manhã de hoje concedida para Domingos Ribeiro da Mirante AM, o Major Ferreira esclareceu como se deu toda essa operação.
A operação se deu na altura da Vila Zizi. Por volta das 23h os Bandidos trafegavam em um veículo Voyage ano 1995, no qual encontrou-se, escondido no assento do banco traseiro a quantia de 13 kg de Crack. Segundo o Major Ferreira a droga tinha como destino a Capital do Estado.
Foram presos um cidadão de nome Raimundo Nonato, natural de davinópolis, e Airton Nunes, vulgo Paulista, natural do estado de São Paulo.
Somente esse ano Major Ferreira e sua equipe já apreenderam um total de 59 kg de Crack, uma marca digna de aplausos.
Com mais essa, Viana e o Maranhão só tem a agradecer.
Com informações de Mirante AM.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Tricô feito por presos chega à São Paulo Fashion Week
Peças em tricô e crochê fazem parte do desfile da coleção de inverno 2015
Produção feita pelos presos já é exportada para 11 países.
Oito detentos da Penitenciária Professor Ariosvaldo Campos Pires, em Juiz de Fora, produziram 20 peças em tricô e crochê para a coleção de inverno 2015 da grife Iódice, que será apresentada nesta quarta-feira (5), durante a São Paulo Fashion Week - principal evento de moda do país, que segue até sexta-feira (7), na capital paulista. Os presos integram o projeto Flor de Lotus, que atualmente trabalha com a reinserção social de 18 homens.
Produção feita pelos presos já é exportada para 11 países.
Oito detentos da Penitenciária Professor Ariosvaldo Campos Pires, em Juiz de Fora, produziram 20 peças em tricô e crochê para a coleção de inverno 2015 da grife Iódice, que será apresentada nesta quarta-feira (5), durante a São Paulo Fashion Week - principal evento de moda do país, que segue até sexta-feira (7), na capital paulista. Os presos integram o projeto Flor de Lotus, que atualmente trabalha com a reinserção social de 18 homens.
| O projeto é uma parceria que existe há cinco anos entre o Governo de Minas, através da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), e a marca Doisélles, da estilista mineira Raquell Guimarães. Mais de 100 detentos já passaram pelo Flor de Lotus, e a produção já é exportada para 11 países, além de estar presente em 70 lojas multimarcas em todo o Brasil. |
De acordo com a diretora-geral da penitenciária, Ândrea Andries, os presos trabalham dentro de um ateliê montado na unidade prisional e são divididos em duas turmas que confeccionam peças em tricô, crochê, além de macramê, utilizando fios feitos de garrafas pet. Para participar do Flor de Lotus, eles devem estar estudando, ter bom comportamento e ainda passar por um teste de habilidade. "Os presos estudam na parte da manhã e trabalham de tarde. Mas a condição principal é estar estudando. São seis horas diárias de trabalho e duas horas e meia de estudo. Isso de segunda a sexta. Com certeza a vide destes homens mudou e agora têm prazer em estudar, estão mais atentos e sensíveis, pois o trabalho com o tricô traz sensibilidade. Eu não esperava que estes homens pudessem fazer tricô e crochê. O comportamento deles mudou e hoje é exemplar. Agora, acredito que o ser humano pode superar todas as coisas. O que precisa é oportunidade", disse a diretora.
| Roupas integrarão desfile da coleção de inverno. (Foto: Marcilene Neves/Aquivo pessoal) |
Ândrea também contou que outros 40 detentos da Penitenciária Público-Privada de Belo Horizonte começaram a ser treinados para produzir peças para a Doisélles. "Eles são observados durante 60 dias. Como disse, temos que avaliar o comportamento. Também preferimos presos com penas maiores, acima de 20 anos, para que possam se dedicar a um trabalho mais duradouro. Depois da avaliação dos perfis levamos dois detentos de Juiz de Fora para treinar os demais na penitenciária de lá. O trabalho em Belo Horizonte deve começar já na segunda quinzena de dezembro", revelou a diretora da Ariosvaldo Campos Pires, ressaltando que há uma fila enorme de interessados.
Pelo trabalho os presos recebem um salário mínimo, que é divido em três partes: uma vai para a família do detento, outra para o Estado (para custear despesas do próprio preso) e a parte final vai para uma espécie de fundo que o detento retira ao deixar a prisão.
Luiz Paulo Pacheco da Silva, de 35 anos, participa do projeto Flor de Lotus desde a implantação na unidade prisional de Juiz de Fora. Condenado a 30 anos por assalto à mão armada, Pacheco viu a vida mudar fio a fio. Ele conversou com oG1 por telefone com autorização da Seds e disse que está muito contente. "Eu estou muito feliz com o meu trabalho. Aprendi uma profissão e o que eu faço é reconhecido e valorizado no Brasil e no exterior. Sinto que agora sou uma pessoa respeitada. Quando sair daqui vou fazer cursos para aprimorar meu conhecimento", contou o detento, que tornou-se monitor dos demais participantes do projeto.
É Pacheco quem ensina tudo aos novatos. "Tudo que eu aprendo passo adiante. A vida ficou bem melhor. A relação com a minha mãe ficou melhor depois que aprendi essa profissão. Quando eu sair daqui vou fazer um vestido para ela", declarou o detento.
Informações do Blog da minha colega Tânia (Defensora).
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Para Justiça, obesidade pode ser deficiência
“Obesity can be considered a disability, European court rules
The ECJ ruled that obesity is not a disability in itself, but that it could be considered one if it caused physical, mental or psychological problems that hampered a person’s ability to participate in work.”
A reportagem diz que esta semana a Corte de Justiça Europeia decidiu que embora a obesidade não seja por si só uma deficiência do ponto de vista jurídico, ela pode ser considerada uma deficiência do ponto de vista jurídico se ela causar problemas físicos, mentais ou psicológicos que atrapalhem o obeso no trabalho.
A causa era trabalhista (um trabalhador dinamarquês foi demitido e na reunião de desligamento sua obesidade foi mencionada, embora, segundo seu empregador, não tenha sido o motivo da demissão em si.
O debate é importante sobre como tratar a obesidade do ponto de vista jurídico, especialmente em um país como o Brasil, no qual o percentual de pessoas obesas está crescendo rapidamente.
Quando dizemos que obesidade é uma deficiência, um dos primeiros pensamentos que temos é “mas a pessoa ficou gorda porque comeu mais calorias do que gastou. Se é gorda, é por problema causado por ela mesma”.
Vamos deixar de lado por um segundo discussões sobre força de vontade, problemas psicológicos, ausência de espaços públicos para atividade física, problemas com transporte, mudança de renda, propaganda de comida e tantos outros que cercam uma frase como esta, e focar apenas no argumento em si que, em essência, diz que a pessoa obesa causa sua própria obesidade e, por isso, não deve ser considerado possuidor de uma deficiência.
Mas esse argumento parece esquecer que se uma pessoa causa a própria cegueira, paralisia física ou surdez, a pessoa continua sendo cega, paraplégico ou surdo. A causa em si é irrelevante para a determinação da existência dessas deficiências. A deficiência existe independente se decorre das ações ou omissões do deficiente, de outra pessoa, de causas naturais ou herança genética. Para a lei, ela existe e ponto.
Mas quando debatemos a obesidade, parece que esquecemos disso ou, se lembramos, pensamos logo em seguida “ah, mas a obesidade é reversível. Basta comer menos e ser menos sedentário”.
Ainda que parte desse argumento seja verdade, mais uma vez nos esquecemos que nem todas as deficiências são permanentes e nem todas as condições físicas ou psicológicas especiais são permanentes. O caso mais óbvio é o das gestantes. Ninguém é grávida. A mulher apenas está grávida. Nem só por isso deixamos de prover proteções legais que cuidam dessa circunstância física temporária. Daí a gestante ter direito a atendimento prioritário, não poder ser demitida, etc. O cadeirante que está cadeirante temporariamente terá proteções especiais ainda que venha a recuperar os movimentos mais adiante.
Logo, dizer que obesidade pode ser revertida também não é um argumento válido para dizer que o obeso não é merecedor de proteção legal enquanto estiver obeso.
Outros serão contra a obesidade como deficiência simplesmente porque a maior parte dos obesos está perfeitamente inserida na sociedade. Trabalham como os outros, namoram como os outros, e assim por diante. “Olhe o Jô Soares ou o Faustão”.
Mas isso é verdade?
Há milhares de estudos que mostram como obesos sofrem preconceitos no trabalho, ganham menos, têm mais dificuldades em encontrar relacionamentos, sofrem mais problemas de saúde, morrem mais cedo etc. Mesmo que pareçam não sofrer as consequências do peso, sofrem. Há exceções, claro, mas também há exceções entre outros deficientes físicos. Stephen Hawking e Steve Wonder são exceções que não negam a existência de um problema para a maioria. Não é porque um negro se tornou presidente dos EUA que diremos que negros não estão em desvantagem naquele país.
E assim por diante, podemos desmontar quase todos os argumentos contrários.
Por incrível que pareça, um dos poucos argumentos contrários a tratar a obesidade como deficiência que realmente sobrevive ao escrutínio lógico é o político-econômico: com a sociedade se tornando mais obesa, logo os obesos serão maioria e seria economicamente insustentável e politicamente incorreto tratar uma maioria crescente como minoria.
Em uma terra onde só haja cegos, ninguém pode alegar ser deficiente visual. Da mesma forma, em um mundo no qual a maioria for obesa, será difícil argumentar que eles são uma minoria que necessita de proteção especial da lei, simplesmente porque a sociedade irá se estruturar economicamente ao redor desta maioria.
Simplificando ao máximo esse argumento, em um mundo no qual a maioria é obesa, o obeso não precisa ir à loja de gordos para comprar roupas. Qualquer loja terá roupas que lhe sirvam. A minoria magra é que terá de procurar lojas especiais com roupas que lhe sirva.
Agora aplique esse mesmo raciocínio a transporte, escritórios, fábricas e o mundo será dos obesos. Logo, eles não necessitariam de proteção especial da lei. O mesmo vale do ponto de vista político: eles elegerão a maioria e seriam os magros que precisariam de ter sua voz ouvida como minoria.
Mas mesmo esse argumento tem um problema: ele é válido para situações consolidadas, e não situações de transição. O exemplo mais fácil para entender isso é olhar para a transição pós-apartheid na África do Sul. Os negros eram maioria mas ainda estavam em condição de desvantagem, logo a lei precisou intervir para dar-lhes condições de igualdade durante um período de transição.
Caso contrário, há o perigo da lei dificultar ou mesmo impedir a inclusão de uma vasta maioria e criar uma ditadura da minoria.
Para Entender Direito
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Depois do Carnaval
Bom, ao que me parece, 2015 vai começar mesmo somente amanhã, pelo menos pra mim. Olha que eu havia me comprometido a, pelo menos aqui no Blog, manter a regularidade nas postagens, e até comecei o ano com um certo zelo quanto a esse assunto. Ocorre que em meados de janeiro me submeti a uma cirurgia, cuja recuração se delongou um pouco mais do que se desejava, e acabou que fiquei em casa por longos 30 dias.
Com isso, fiquei longe do escritório, do trabalho como um todo, do blog, do volante (por recomendação médica eu estive proibido de dirigir) e de diversas outras tarefas a que costumeiramente me dedico.
Mas assim, amanhã, como sem falta, às 08h em ponto estarei de volta ao escritório. Já imagino a pilha de trabalho que está a me esperar. Mas não vou fugir dessas resposabilidades, tenho de encará-las com a máxima força possível.
Falando do Blog, tenho muitos, ms muitos assuntos para tratar aqui, muita coisa acumulada, muitos assuntos e muitos acontecimentos, e vou tentando conversar aos poucos sobre cada um deles, na medida que o tempo me permitir.
Bom, é isso, pra mim, 2015, como dizem os fanfarrões, só vai começar mesmo é depois do Carnaval.
Fiquem com Deus!!!
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Comoção em Poção/PE com chacina de conselheiros tutelares
Comoção toma conta da população de Poção após chacina de conselheiros tutelares e idosa
Um clima de comoção mudou a rotina dos moradores da cidade de Poção, no Agreste pernambucano, a 237 km do Recife, à espera dos corpos das vítimas de uma chacina ocorrida na noite de ontem (6). A população, entristecida pelo crime bárbaro que chocou a região, aguarda a chegada dos mortos dando apoio aos familiares de três conselheiros tutelares e da avó de uma criança de três anos, executados brutalmente no Sítio Cafundó, na Zona Rural do município.
A reportagem do Diário, que se encontra neste momento em Poção acompanhando as investigações do caso, apurou que o velório coletivo das vítimas começa ainda nesta tarde, uma vez que os corpos já foram liberados para as famílias pelo Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru, após a perícia. O enterro está marcado para as 9h da manhã deste domingo (8) no cemitério da cidade.
As investigações sobre o crime continuam pela força-tarefa criada pelo governo do estado, através da Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Científica. Na manhã de hoje, durante uma coletiva de imprensa realizada na sede da Polícia Civil de Pernambuco, a cúpula da Secretaria de Defesa Social do estado (SDS) confirmou que as vítimas da chacina foram assassinadas com características de execução.
De acordo com o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Antônio Barros, três das vítimas foram alvejadas na cabeça e outra, cujo corpo foi encontrado fora do veículo utilizado pelo Conselho Tutelar de Poção, recebeu um tiro no tórax, o que carateriza uma tentativa de fuga e defesa. Os corpos das vítimas estão no Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru e devem ser liberados para as famílias no fim da tarde de hoje. O velório coletivo ocorrerá no Centro de Catequese Frei Henrique Broker.
Este foi o único detalhe informado até o momento sobre o crime e, segundo a SDS, por hora não haverá a divulgação de novas informações para não atrapalhar o andamento das investigações, embora a força-tarefa criada para elucidar o crime que chocou a população de Poção já tenha uma linha definida de apurações para tentar resolver o caso.
O secretário titutal da SDS, Alessandro Carvalho, informou que todo o trabalho de investigação está sendo realizado de forma conjunta, analisando cada detalhe da cena do crime e os últimos passos do grupo, após a volta de uma audiência judicial em Arcoverde. Como a cidade de Poção faz fronteira com o estado da Paraíba, a SDS não descartou o apoio da Polícia Civil daquele estado para fechar o cerco e prender o autor ou autores da chacina, que continuam foragidos.
“O governo do estado está empenhado em esclarecer o quanto antes este fato e dar uma resposta à sociedade. A criança encontra-se em um lugar seguro e protegida e vamos continuar investigando com sigilo para resolver o caso”, destacou Carvalho, informando que uma nova coletiva de imprensa será concedida ao fim das investigações. O inquérito policial terá, a princípio, 30 dias para ser concluído, podendo ser prorrogado.
A criança, que estava sob a guarda dos avós maternos, não se feriu na ação criminosa. A chacina aconteceu por volta das 19h, quando os conselheiros tutelares, no exercício de suas funções, a criança e a avó chegavam de carro ao Sítio Cafundó, na Zona Rural de Poção, distante 237 km do Recife. Segundo o delegado Antônio Barros, o grupo voltava do município de Arcoverde, no Sertão, após uma audiência na Vara da Infância e da Juventude, cujo pai teria perdido a guarda por ordem judicial.
As vítimas da chacina foram identificadas como Lindenberg Vasconcelos, 54 anos, Carmem Lúcia Silva, 37, Daniel Farias, 32, e Ana Rita Venâncio (avó da criança), 62. Os conselheiros tutelares mortos faziam parte de um total de cinco no município e tinham como função, em geral, investigar a incidência de violação de direitos contra crianças e adolescentes, atender a reclamações feitas pela comunidade e identificar problemas relacionados a agressões no ambiente familiar e tomar medidas necessárias para proteger as vítimas.
A cúpula da SDS informou que a força-tarefa que está atuando nas investigações da primeira chacina no estado este ano envolve a Polícia Civil, a Polícia Militar e a Polícia Científica. Ao todo, seis delegados estão investigando o crime, coordenados pelo delegado Erick Lessa, gerente operacional da região Interior I. Policiais militares da 8ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) de Poção e outros destacamentos da região, além de equipe da Polícia Científica, incluindo o Instituto Tavares Buril (ITB), completam a força-tarefa. O secretário estadual de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, Isaltino Nascimento, também está em Poção prestando apoio às famílias das vítimas e acompanhando as investigações.
Ontem, o governo do estado divulgou uma nota oficial à imprensa para destacar as medidas emergenciais adotadas para a elucidação do caso. “O Instituto de Criminalística (IC) e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados. Todo o efetivo da Polícia Militar da região se encontra à disposição da Polícia Civil para eventuais diligências que contribuam para o esclarecimento do caso”, informou a nota oficial.
Com informações do repórter Raphael Guerra, do portal Diário de Pernambuco.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Juiz é acusado de apontar arma para desembargador
Em nota, Tribunal já informou que irá instaurar sindicância para apurar os fatos.
O TJ/RJ vai abrir sindicância para apurar uma discussão na manhã desta quarta-feira, 4, no Fórum Central do RJ, entre o juiz de Direito João Batista Damasceno, da 1ª vara de Órfãos e Sucessões, e o desembargador Valmir de Oliveira Silva, ex-corregedor de Justiça da Corte fluminense.
De acordo com informações do jornal O Globo, Silva acusa Damasceno de sacar uma arma e aponta-la em sua direção durante o bate-boca. O juiz, por outro lado, alega que apenas a mostrou para o desembargador, em legítima defesa.
(Desembargador Valmir de Oliveira Silva / Imagens: Jornal O Globo)
A confusão teria se iniciado no departamento médico do TJ fluminense e, logo após, o juiz se dirigiu a uma sala se serviços de limpeza, no térreo. Segundo Damasceno, Silva o seguiu e foi em sua direção para agredi-lo. A ação foi filmada pelo próprio juiz.
No vídeo, divulgado pelo periódico, funcionários do fórum aparecem tentando apartar a briga. Damasceno afirma que Silva ameaçou "estourar sua cabeça" e solicita a intervenção de um policial militar próximo à porta, pedindo para que ele algeme o ex-corregedor,
"Vou lá no seu gabinete daqui a pouco. Quero ver você puxar essa p*** aí. Vou lá seu gabinete, tá?", diz o desembargador.
Antigos desafetos
O juiz e o desembargador já haviam se desentendido anteriormente, quando Damasceno pendurou em seu gabinete um quadro do cartunista Carlos Latuff, que trazia charge de um policial atirando com um fuzil em um homem negro crucificado. Enquanto corregedor, Silva representou contra o juiz, que foi julgado e absolvido, mas teve que retirar a obra de sua sala.
Em entrevista ao O Globo, o desembargador conta que ele e a ex-presidente do TJ, Leila Mariano, receberam, no dia anterior à discussão, um e-mail do juiz, "em tom irônico", no qual ele desejava sucesso nas atividades, "lembrando que encontraríamos tempo para compreender a arte".
Damasceno teria remetido uma representação contra o desembargador, que, por sua vez, afirmou que irá à corregedoria e à polícia.
Confira a nota publicada pela assessoria de imprensa do Tribunal.
______________
TJRJ vai apurar incidente entre magistrados
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro irá abrir sindicância para apurar os fatos ocorridos nesta quarta-feira, dia 4, nas dependências do Fórum Central, no Centro, envolvendo um desembargador e um juiz. Eles discutiram, mas a situação foi controlada por seguranças do tribunal.
Do Portal Migalhas
sábado, 31 de janeiro de 2015
Como lidar com o autoritarismo de seu filho pequeno
Pequenos príncipes e princesas: é assim que muitas vezes os pais chamam carinhosamente os filhos. Até aí, não há nada de errado. O problema começa quando os filhos incorporam os papéis da "realeza", incentivados pelos pais, tornando-se verdadeiros "reis" e "rainhas" da casa e assumindo um comportamento autoritário. Para evitar que isso aconteça, os pais precisam, desde os primeiros meses de vida do bebê, estabelecer rotinas, limites e ensinar os filhos a esperar a hora certa de serem atendidos.
Crianças que desde o início da vida são acostumadas a ter todos os seus desejos e necessidades satisfeitos imediatamente podem crescer com a ideia errada de que devem ter sempre atendimento preferencial na vida. Veja as dicas dos especialistas para saber como agir e evitar que os filhos se tornem mandões.
1. A partir de qual idade deve se começar a educar o filho para que ele não se torne autoritário? De que forma se deve fazer isso?
Esse ensinamento começa nos primeiros meses de vida. É normal que as mães, ao ver o bebê chorando, queiram se apressar para satisfazer imediatamente seus desejos ou necessidades, dando colo ou amamentando, por exemplo. Mas elas devem aprender - e consequentemente ensinar aos filhos, por meio de suas ações - que há uma hora certa para tudo: não se deve demorar demais para atender o bebê, mas também não é necessário correr sempre para satisfazê-lo. "Tanto a mãe que atende às solicitações do bebê ansiosamente, achando que ele não "sobreviverá" à espera, como aquela que demora demais para atender, correm o risco de ter um filho mandão. Isso porque esse bebê poderá crescer inseguro de não ser atendido nunca ou egocêntrico a ponto de se achar a preferência do mundo. Deve-se atender a urgência dos filhos com calma e de acordo com as possibilidades", explica Aurélio Melo, professor de desenvolvimento humano do curso de psicologia da Universidade Mackenzie.
2. Crianças muito pequenas precisam de regras e limites?
Sim. Limites e regras devem ser estabelecidos desde cedo, respeitando, é lógico, a idade e o entendimento da criança. "Os pais não devem se culpar em impor limites. Os limites são elementos organizadores. Mas é importante estar atento para que eles sejam claros, coerentes e aplicados com constância", afirma a psicóloga clínica Elisa Villela, mestre e doutora em desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo (USP). O professor de psicologia Aurélio Melo, da Universidade Mackenzie, acrescenta que os pais que não conseguem impor limites aos filhos, por se sentirem culpados de fazer isso, precisam fazer uma reflexão e rever os motivos desses sentimentos que os impedem de dizer "não" aos filhos.
3. Como estabelecer regras e limites para crianças pequenas?
Os limites e as cobranças devem respeitar a maturidade da criança. "Por exemplo: não se deve exigir que uma criança com menos de dois anos adquira o controle esfincteriano (ou seja, saiba controlar a vontade de evacuar). Os pais podem até treinar a criança, mas, por imaturidade física e emocional, provavelmente ela não conseguirá", afirma a psicóloga clínica Elisa Villela, mestre e doutora em desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo (USP). Mesmo que a criança consiga fazer isso, ela poderá sofrer prejuízos emocionais posteriores. "Isso porque esse controle não terá sido alcançado pelo domínio do próprio corpo e sim por uma submissão ao desejo dos pais", diz Elisa. Segundo ela, a maioria dos pais, intuitivamente, sabe quando o filho está maduro para aprender algo novo. "Esta percepção algumas vezes fica afetada quando os pais sofrem pressões sociais para adequar seus filhos a um determinado padrão, forçando adaptações prematuras. Mas em geral os pais, e em especial as mães, devem sempre valorizar suas próprias sensações a respeito do quando e quanto exigir de seus filhos", diz.
4. Como evitar que os filhos se tornem autoritários, mas sem correr o risco de que se tornem o contrário, ou seja, submissos?
Tudo depende de como os pais exercem sua própria autoridade em relação aos filhos. Pais que não impõem limites podem criar filhos mandões e autoritários. "Por outro lado, pais excessivamente repressores podem gerar filhos obedientes, mas incapazes de desenvolver uma ética madura, ou seja, as crianças obedecem por medo e não pelo respeito. A autoridade saudável é aquela exercida com constância, impondo limites e ao mesmo tempo dando segurança às crianças", orienta a psicóloga clínica Elisa Villela, mestre e doutora em desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo (USP).
5. Crianças autoritárias podem se tornar agressivas? Como lidar com isso?
Sim. Crianças que não são ensinadas a saber esperar e que não aprendem a obedecer regras e limites são também crianças mais sensíveis às frustrações. E, quando frustradas, podem reagir negativamente, muitas vezes de forma agressiva, fazendo escândalos ou tendo ataques de birra. "Quando a criança tem baixa tolerância à frustração tende a reagir agressivamente de forma a tentar controlar o ambiente, ou seja, a punir a pessoa ou o objeto que, a seu ver, está lhe fazendo sofrer", afirma a psicóloga clínica Elisa Villela, mestre e doutora em desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo (USP). Portanto, segundo ela, é importante que os pais sejam firmes na aplicação dos limites e regras, mostrando que os filhos podem superar as frustrações. "Isso só os ajudará a se fortalecer e a ter uma visão mais realística de si, ou seja, a conhecer melhor suas capacidades e também suas limitações", diz Elisa.
Informações Portal Educar Para Crescer
Para evitar que os filhos se tornem mandões é preciso estabelecer limites desde os primeiros meses de vida
Desde cedo é preciso evitar que as crianças sejam autoritárias. Descubra como!
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Saudades...
Acabei de ouvir aqui na AM.. hoje é Dia da Saudade.. legal, né!
Saudade que o Aurélio define como lembrança nostálgica, e, ao mesmo tempo, suave, de pessoa ou coisa distante ou extinta (essa definição eu já sabia).
Bom, se eu sinto saudades? Algumas apenas.
Fico por aqui, desejando um final de semana maravilhoso, e acariciando o coração de cada um de vocês.
Aproveita e curti aí o poema abaixo. Beijos!!!
Saudade que o Aurélio define como lembrança nostálgica, e, ao mesmo tempo, suave, de pessoa ou coisa distante ou extinta (essa definição eu já sabia).
Bom, se eu sinto saudades? Algumas apenas.
Fico por aqui, desejando um final de semana maravilhoso, e acariciando o coração de cada um de vocês.
Aproveita e curti aí o poema abaixo. Beijos!!!
Banco do Brasil e suas filas intermináveis!!!
Hoje foram quase 3 horas de espera.
Eu costumo reclamar das filas dessas agências bancárias, mas como as do Banco do Brasil, eu nunca vi. Hoje mais uma vez eu fui vítima dos péssimos serviços desse Banco, e pra piorar passei por uma cirurgia uns 10 dias atrás. Então imagine a nossa súplica!!!
Amigos, e olha que 3 horas é tempo suficiente pra eu me deslocar do meu escritório em São Luís/MA até o meu outro escritório em Viana/MA (210km separam as duas cidades).
Em dias atuais, nossas vidas são tão cheias de compromissos que não podemos perder meia hora sequer com coisas banais que nada nos acrescenta, imagina então, perder quase 3 horas em uma fila de Banco. Inexplicável.
Veja na figura abaixo que eu cheguei no Banco às 11h39min, sendo que somente fui atendido às 14h56min, uma verdadeira eternidade para n~´os que temos a agenda cheia.
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| Palhaçada! Banco do Brasil submete Advogado a quase 3 horas na espera por atendimento |
Coisas que só acontecem no Brasil, serviços públicos de péssima qualidade, com autoridades (Procon, Promotoria do Consumidor, etc.) inoperantes.
Eu fui apenas efetuar o levantamento de uma alvará e efetuar um saque, duas operações simples, mas que me fizeram perder 3 hs de trabalho. A OAB, que poderia exigir dos Bancos um atendimento mais célere nessas operações de levantamento de Alvará, também nada faz, nada vê, é outra inoperante.
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| Clique na imagem e veja de forma ampliada a publicidade do Baile de Carnaval da OAB |
Mas preciso dizer também, o Baile de Carnaval da OAB está com tudo em cima, a cerveja já está gelando, enquanto isso os Advogados estão sendo surrados pelo Banco do Brasil sem que o referido órgão de classe diga uma palavra sequer, apenas uma.
É a triste realidade da Advocacia no nosso não menos triste Maranhão!
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